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Mostrando postagens com o rótulo | GÊNERO: TERROR |

PARALISIA DO SONO #5 |16+|

#5: LOOPING Psicóloga (anotando): “Então, segundo a sua percepção, você está preso?” Bachituh: “Uhum.” Psicóloga (anotando): “Ao meu ver, você entrou em um labirinto e, seja qual for a rota que seguir, continuará perdido.” Bachituh: “Uhum...” Bachituh estava deitado em um vazio. Não havia chão, mas ele também não sentia a queda. Não havia teto, mas também não havia céu. A psicóloga estava sentada à sua frente, ou acima? Ou ao lado? A distância entre eles parecia mudar a cada palavra. Às vezes ela estava perto demais. Às vezes tão longe que a voz dela parecia a reprodução de um eco. Psicóloga (ajeitando os óculos): “Sonhos são interessantes, sabia? Pois nunca sabemos como foi o início e nunca chegamos ao final.” Bachituh meneou a cabeça, concordando, sem conseguir mover outra parte do corpo. Psicóloga: “Meu diagnóstico, Bachi, é que você cedeu o espaço para todo o evento e, enquanto estiver dentro dele, não terá controle daquilo que criou.” Ele piscou. Água girava em círculos. Ele...

PARALISIA DO SONO #4 |16+|

#4: INSÔNIA “Respondendo à sua pergunta, quando eu não durmo por muito tempo, não é como se eu tivesse sono literal. Na verdade, é como se eu estivesse em alerta constante, porém lento ao mesmo tempo. É uma sensação estranha. Há momentos em que até a realidade se mistura com o sonho, e fica difícil distinguir uma coisa da outra.” Hoshiruh:  “Bachituh, eu amo quando você, depois de fazermos um amor tão intenso, vem com essas explicações filosóficas, sabe?” Ela respirou mais forte por um momento, como se quisesse repetir o que havia acontecido há poucos instantes. Hoshiruh:  “Você sabe exatamente como me acender, não é mesmo?” Ele estava envolto no lençol junto com ela, porém, mesmo juntos de maneira tão íntima, aquilo não preenchia o interesse dele. Hoshiruh (ficando nervosa):  “Ei, senhor introspectivo, você não reparou que tem uma loira pelada na mesma cama com você?” Ele se virou lentamente e deu um beijo intenso antes que ela pudesse falar mais alguma coisa. Bachituh (...

PARALISIA DO SONO #3 |16+|

#3: PESADELO “Por que amo tanto ela?” Psicóloga (curiosa): “Espero que você responda essa pergunta para mim, Bachituh.” Dentro do prédio dedicado à empresa de Bachituh, existia uma sala onde certos funcionários que apresentavam problemas de produtividade eram designados, caso quisessem continuar trabalhando. A sala era fria devido ao ar-condicionado, quieta por estar isolada da área dos trabalhadores e aconchegante por ter um sofá de couro preto no centro e uma poltrona ao lado, onde a psicóloga fazia anotações. Bachituh virou o pescoço subitamente na direção da profissional, de maneira contida, e soltou um comentário. “Com todo respeito, mas você não é a profissional que vai me ajudar a me entender aqui?” Psicóloga (educada): “Meu amor, não posso decifrar o que sente a não ser que dê forma ao que pensa. Normalmente, voltar às lembranças do passado nos dá um panorama melhor de seu estado.” Ela mudou a postura, cruzou as pernas, fazendo-o desviar o olhar e voltar o pescoço novamente p...

PARALISIA DO SONO #2 |16+|

#2: SONHO   “Ei! Ei!”   Bachituh forçava sua mente a permanecer desperta, porém nenhum esforço surtia efeito. O som dos gritos de seu chefe vinha abafado, como se atravessasse uma camada espessa de água. A voz chamava seu nome até que, de repente, uma batida forte ecoou sobre a sua mesa. O ruído seco e agudo rasgou o resto de sono que ainda o mantinha preso.   “O QUÊ?!”   Bachituh disse, completamente desorientado.     O escritório inteiro parecia observá-lo. Naquele instante, Bachituh deixou de ser apenas mais um funcionário e se tornou a atração principal.   Chefe: “Olha só, a princesa finalmente acordou para trabalhar? “   Bachituh: “Chefe, eu posso explicar...”   Chefe: “Estou farto de desculpas. Eu quero resultados.”   O chefe se afastou, caminhando em direção à sua sala no escritório.   Bachituh soltou o ar lentamente. Pegou a xícara de café sobre a mesa e a esvaziou em um único gole, sem sentir gosto algum. O calor não o de...

PARALISIA DO SONO #1 |16+|

#1: LEMBRANÇAS A água quente caía sobre a cabeça de Bachituh como se quisesse arrancar alguma coisa dele. O vapor subia, grudava nas paredes e no teto do banheiro, transformando o boxe num aquário branco. O espelho, do lado de fora, já tinha virado uma névoa opaca. Bachituh ficou parado, o ombro encostado no azulejo, a testa inclinada para frente. O barulho do chuveiro era constante. Quando ele fechou os olhos, veio a mesma coisa de sempre: um corredor comprido, cheiro de piso encerado, vozes misturadas, risadas jovens. E, no meio desse cenário, um nome. Um rosto. Uma presença que se recusava a virar passado. Uneyova Fazia muito tempo que ele não falava esse nome em voz alta. Tinha medo de que o som tornasse tudo mais real, mesmo que fosse apenas em sua mente. A memória dela vinha em flashes. Às vezes era o jeito dela prender o cabelo. Às vezes era o brilho nos olhos quando ele dizia algo bobo. Às vezes era apenas a sensação de que, perto dela, até respirar era prazeroso. Bachituh apoi...